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domingo, 5 de fevereiro de 2017

13 frutíferas para cultivar em vasos

Não é porque você mora na cidade, no alto de um apartamento, que não pode saborear a fruta colhida do pé. O Jardineiro.net traz neste artigo exemplos de árvores frutíferas, daquelas, que geralmente vemos em pomares e quintais, e que lembram da nossa infância, quando visitávamos parentes e amigos que moravam em áreas rurais, como sítios e chácaras. Se você cresceu com este privilégio, com certeza deve sentir falta de arrancar a fruta do pé e comer ali mesmo, na hora. Saboreando o gosto intenso daqui que é cultivado em casa, bem diferente do sabor muitas vezes insosso de plantações de larga escala e que chegam a nós pelas gôndolas do supermercado. Além de resgatar um pouco da nossa essência, as árvores frutíferas, quando cultivadas em vaso, são fáceis de manter, basta cuidar, fertilizar e irrigar com carinho, para receber os frutos em troca, e quem sabe até, criar memórias saudosas em nossos filhos e netos.
Antes de se arriscar no cultivo, tenha em mente que, por mais que os vasos caibam em espaços pequenos, as árvores frutíferas, ao contrário de muitas espécies de interior, necessitam de várias horas diárias de luz direta do sol. Essa é a característica ambiental mais limitante para o plantio. Portanto, veja se você possui uma sacada bem ensolarada, um terraço ou mesmo um pátio. Se as áreas forem comuns ao condomínio, exponha sua ideia na próxima reunião de condomínio. É bem provável que os outros moradores apreciem-na e o esforço comum pode criar um belo pomar em vasos.
 A seguir uma lista de espécies que se adaptam ao cultivo em vaso, frutificando com vigor:
A romazeira, além de ter frutos deliciosos, ainda apresenta uma belíssima floração, com flores carnosas e dobradas. Ela se adapta tão bem aos vasos, que pode ser cultivada inclusive como bonsai, em formatos miniaturizados e muito elegantes.
Dentre as árvores cítricas, o limoeiro é sem sombra de dúvida a mais rústica. Escolha variedades produtivas, preferencialmente enxertadas e já produzindo, para plantar em vasos. As variedades de limão siciliano incrivelmente se adaptam aos vasos, muitas vezes carregando de enormes e perfumados limões.
Escolha uma planta enxertada, preferencialmente de porte anão e que já esteja produzindo. Aprecia regas frequentes e muito sol para manter a saúde. Evite querer ter uma copa fechada, tipo arbustiva, pois reduz a produtividade e aumenta a chance de doenças e pragas se instalarem.

4. Laranja-kinkan (Citrus japonica)
Essa laranjeira é ideal para vasos, pois possui naturalmente menor porte e frutos pequenos, ficando não apenas proporcional, mas linda e produtiva se bem cuidada. Aprecia meia sombra.
5. Mexerica (Citrus reticulata)
Essa tem um gostinho especial de infância, pois não precisa nem de faca para saborear. A gente descasca com as mãos e já fica aquele perfume. Cuide da mesma forma que laranjeiras e limoeiros, com boa fertilização, regas e podas de limpeza e formação. Dentre as árvores cítricas, o limoeiro é sem sombra de dúvida a mais rústica. Escolha variedades produtivas, preferencialmente enxertadas e já produzindo, para plantar em vasos.
Por incrível que pareça, as mangueiras, árvores tão imponentes, de folhas e frutos grandes, também podem ser cultivadas em vaso. Elas tem uma boa necessidade de água e luz, mas se adaptam bem aos vasos. Escolha variedades anãs, que produzam mesmo com pequeno porte.
A jabuticabeira é uma das árvores preferidas para plantar em vasos. Compre plantas da variedade sabará, anã, e que já estejam produzindo. A jabuticabeira é especialmente exigente em água. Não deixe faltar no período de floração e frutificação.
Uma espécie nativa, de pequeno porte naturalmente e com os frutos mais deliciosos e perfumados. Além disso, são difíceis de encontrar em supermercados e quitandas, sendo comum que pessoas que crescem nas cidades nunca terem provado pitanga. Um fruta tão brasileira e que ajuda a alimentar a fauna silvestre também. Atualmente ainda há uma variedade arbustiva, de enfolhamento denso, que além de produzir pitanga, torna-se um elegante arbusto, podendo ser até mesmo topiado.
Outra frutífera nativa do Brasil, com um sabor do campo, que lembra a goiaba. Escolha preferencialmente variedades anãs, de frutos vermelhos ou amarelos. Rústica e fácil de cuidar.
10. Maçã (Prunus malus)
A frutífera favorita nos Estados Unidos e Europa, para plantar em vasos. Lá há disponibilidade de árvores de porte anão, que produzem muito, mesmo bem pequenas. Pode ser uma opção interessante em locais de clima mais temperado a subtropical.
Uma árvore exótica, mas muito bem adaptada. As figueiras também são ótimas para plantar em vasos e obter seus deliciosos frutos. Cuide com as podas, para formar uma árvore de copa limpa e bem arejada, mantendo assim sua saúde e estimulando a produção de frutos.
Outra nativa muito fácil de cuidar e boa para vasos. E é incrível como o sabor de goiaba arrancada do pé é diferente das goiabas compradas. As compradas sempre me passam a sensação de serem verdes, indigestas e grandes demais. Coma goiaba in natura, ou prepare compotas, goiabada, molhos, etc, com sua própria goiabeira cultivada em vasos. Cuide para que não falte água e fertilizantes.
Já pensou ter sua dose de vitamina C diária ao alcance das mãos? A acerola é uma fruta riquíssima e saborosa. Ideal para sucos refrescantes. E adivinha só? É perfeita para plantar em vasos. Gosta de sol, calor e regas frequentes.
Fonte: Jardineiro.net


quarta-feira, 1 de junho de 2016

Paisagismo Sustentável

Recantos verdejantes e o emprego de espécies nativas destacam-se em paisagismo sustentável criado com o conceito bioclimático aplicado à paisagem

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paisagismo-sustentável

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Um paisagismo sustentável desenvolvido sob medida para atender às condições atmosféricas e geográficas do ponto mais alto da cidade de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, no interior paulista: o bairro Morro dos Engenheiros. Esse foi o desafio da arquiteta paisagista Inez Gouveia, de Cunha, SP. “Encrustada no pé da Serra da Mantiqueira, a cidade é caracterizada pelo clima subtropical quente com temperaturas entre 22 e 33º C no Verão e que, devido ao relevo montanhoso, recebe influência das massas térmicas de altitude, resultando em Inverno seco e baixa pluviosidade”, explica a arquiteta paisagista. Outro fator que influenciou o desenho do espaço verde foi a solicitação dos clientes que queriam para a morada recém-adquirida uma área de convivência com jardim de fácil manutenção e áreas interligadas simultaneamente ao lazer.paisagismo-sustentável
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Paisagismo Sustentável

Na concepção paisagística, o estudo bioclimático foi fundamental para definir as espécies e o local do plantio, levando-se em conta os dados meteorológicos, as temperaturas, a umidade relativa do ar, a influência da direção dos ventos e os índices pluviométricos e de insolação. De acordo com ela, o bioclimatismo pode colaborar na redução de gastos com irrigação e perdas de espécies. O resultado é um projeto sustentável com o uso de plantas nativas que apresentam baixo consumo de água e espécies exóticas de crescimento rápido. “Nosso trabalho foi pensar em soluções de como o jardim poderia viver com a escassez de recursos hídricos, sem provocar danos e estresse aos exemplares”, resume. No jardim foram plantadas árvores, forrageiras e arbustivas, entre muitas nativas, como alpínia (Alpinia purpurata), helicônia (Heliconiaceae), bromélias (Bromeliaceae) e manacá-da-serra (Tibouchina mutabilis). “Temos uma flora rica que deve ser utilizada e valorizada. Cada região dispõe de espécies características que constituem o microclima local, fundamental para o equilíbrio ecológico”, reforça a paisagista.
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Refúgios

Neste projeto de paisagismo sustentável, a entrada é constituída por diversos patamares estabelecidos com pedra bruta de granito para dar acesso à casa que está posicionada quatro metros acima do nível da rua, devido ao lote acidentado. Os elementos favorecem também a contenção do corte e filtragem da água. “A drenagem é escoada pelos pisos e níveis e segue até uma canaleta final junto ao muro”, relata a arquiteta paisagista. Como esse local recebe a radiação poente, as espécies escolhidas para os canteiros foram ixoras (Ixora chinensis), buxinhos (Buxus sempervirens), pleomele (Dracaena reflexa), barba-de-serpente (Ophiopongo jaburan), bambuza (Bambusa textilis gracilis) e vedélia (Sphagneticola trilobata) como forrageira nativa que auxiliou no balanço e no equilíbrio térmico do solo. Um pouco mais acima, o pequeno talude próximo à piscina recebeu grama-esmeralda (Zoysia japonica), por sua resistência ao sol e rápida contenção, e um caminho de piso drenante atérmico com formas arredondadas implantado seguindo a topografia do local. Na sequência, chega-se ao jardim do lazer formado por exemplares de cica (Cycas circinalis), aspargo-pluma (Asparagus densiflorus), estrelítzia (Strelitzia reginae), fórmio (Phormium tenax), buxinhos, palmeira-fênix (Phoenix roebelenii), dama-da-noite (Cestrum nocturnum), palmeira-bambu (Chamaedorea seifrizii), pleomele, manacá-da-serra e bromélias. “A composição promove uma paisagem de fundo para quem o avista do espaço gourmet”, descreve Inez.
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Promovendo a conexão entre a morada, a área dedicada ao preparo dos churrascos, petiscos e pizzas e a relaxante spa, foi disposto o pergolado de madeira maçaranduba que receberá jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda) para deixar a passagem aconchegante. “Da spa, é possível contemplar a bela paisagem da Serra da Mantiqueira ao entardecer”, enfatiza a arquiteta paisagista. Posicionado nos fundos do terreno está a pracinha, criada como uma sala de apoio ao ambiente gastronômico. “O destaque é o orquidário vertical elaborado com vasos de Dendrobium e o painel de canela de demolição da linha Ecowood (Portobello)”, comenta a profissional. O espaço recebeu também seixos, cascas de árvores e dois banquinhos que proporcionam um recanto acolhedor em meio a coqueiros (Cocos nucifera) já existentes, acerola (Malpighia emarginata), helicônia (Heliconia rostrata), helicônia-papagaio (Heliconia psittacorum), vedélia e alpínia.
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Fonte: casadois.com.br

domingo, 24 de abril de 2016

Compostagem fácil FLORA DELIVERY

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O que é compostagem?
A compostagem é um processo natural de transformação da matéria orgânica em compostos mais simples que podem ser utilizados como nutrientes pelas plantas. Se observarmos uma floresta, cada resíduo, seja ele de origem animal ou vegetal, é reaproveitado pelo ecossistema como fonte de nutrientes para as plantas que, em última análise, são o sustentáculo da vida terrestre. Na compostagem doméstica, vamos fazer em nossa casa o que a natureza leva fazendo milhões de anos. Temos apenas que fornecer as condições adequadas para este processo.
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B.     Quem realiza este processo?
A compostagem é realizada pelos próprios microorganismos presentes nos resíduos em condições ideais de temperatura, aeração e umidade. Estes micro-organismos vão decompor e estabilizar os compostos constituintes dos materiais liberando dióxido de carbono e vapor de água. Porém, para acelerar o processo podemos adicionar maismicro-organismos.
C.    A compostagem vai causar odores indesejáveis?
    Se o processo for realizado corretamente não deve causar nenhum odor indesejável. Voltando ao exemplo da floresta,  onde tem uma grande quantidade de matérias em processo de decomposição, o  cheiro é agradável, pois na floresta acontece uma decomposição na presença do ar, também chamada de aeróbia. Neste tipo de processo só é liberando dióxido de carbono e vapor de água, os dois gases inodoros.
     Quando a decomposição acontece sem a presença do ar chamamos a isto deanaeróbia. Neste caso acontece uma putrefação da matéria, liberando geralmente metano e sulfato, gases com odor   desagradável.
      Seguindo uma simples dica vamos fazer que nossa composteira não tenha nenhum cheiro indesejável.
D.    Que precisamos para fazer adubo do lixo gerado em casa?
A composteira: É o recipiente onde vamos colocar os restos orgânicos. Existem vários tipos de composteiras, e até mesmo podemos construí-las com paletes, baldes de plástico ou caixas de madeira. Também podemos comprar uma composteira, recomendando neste caso que você opte por um misturador de plástico, e se possível que este seja duplo. O misturador  é um tambor que, quando gira, oxigena o composto de forma bem eficiente. É importante que nossa composteira tenha um sistema  na parte inferior para deixar escorrer o chorume (o líquido viscoso, percolado, de cor marrom escura, que se forma durante o processo de decomposição dos alimentos que também pode ser usado como biofertilizante)
composteiras
Acelerador de compostagem: Produto biológico que atua no processo de aceleração da compostagem. Os microrganismos presentes em sua fórmula agem proporcionando a adequação da flora microbiana do processo de compostagem ao concorrerem com microrganismos indesejáveis. O produto permite que o composto seja estabilizado em menor tempo e com melhor qualidade.
Lixo orgânico. Em teoria todos os produtos orgânicos podem ser colocados na composteira. Porém, para evitar maus odores e problemas no processo, recomendamos evitar alguns produtos.
A chave para fazer um bom composto é ter uma mistura balanceada de ingredientes no material a compostar, que será a comida dos microorganismos. É importante que a comida dos microorganismos tenha duas vezes mais carbono do que nitrogênio. Mas não precisamos fazer uma análise química do material, simplesmente precisamos saber quais elementos são ricos em nitrogênio e ricos em carbono. Veja exemplos abaixo:
VERDES (ricos em nitrogênio)MARRONS (ricos em carbono)
  • Folhas verdes
  • Grama
  • Plantas novas e as partes novas das plantas
  • Restos de comida
  • Borra de café, chá…
  • Serragem de madeira
  • Papelão
  • Papel de jornal
  • Restos de poda
  • Folhas secas
  • Caixas de cartão
Necessário apenas classificar elementos ricos em nitrogênio como verdes, elementos ricos em carbono como marrons. Para que nosso processo de compostagem dê certo, precisamos colocar o dobro de elementos marrons do que verdes.
Geralmente quando fazemos compostagem em nossa casa temos muitos elementos verdes e poucos marrons. É por isso que precisamos adicionar serragem ou papelão, para que nosso material a compostar esteja equilibrado.
E.    Fazendo compostagem
1. Colocando a composteira: Se possível, coloque a composteira perto da cozinha; assim fica mais fácil o descarte de restos de comida. É importante que ela fique num local arejado e sombreado, por exemplo, em baixo de uma árvore.
2. Materiais a compostar: Recolha e misture materiais verdes e marrons apropriados para a compostagem (ver tabelas). Lembre-se que  devemos ter duas vezes mais elementos marrons do que verdes. Como falamos anteriormente o lixo orgânico doméstico é geralmente rico em elementos  verdes. Adicione cada dia um pouco de serragem, palha seca ou papelão as composteiras.
3. Colocando o lixo na composteira: O ideal e encher a composteira de uma única vez. Porém, a maioria das vezes não é possível fazer isto. Nestes casos precisamos ter duas composteiras ou uma composteira dupla. Em uma das composteiras direcionaremos o lixo, enquanto na outra deixaremos o material a compostar.
composteira1composteira2
4. Controlando o processo de compostagem: Para se desenvolver  bem, os microorganismos  precisam de condições adequadas de areação, umidade e temperatura.
– Os restos orgânicos devem estar úmidos, mas não molhados. Caso o material fique muito seco colocaremos um pouco de água.
– Devemos remexer o material uma ou duas vezes por semana para permitir  a areação.
– Devemos controlar para que a temperatura não supere os 70 graus. Se ocorrer, remexa os materiais.
5. Inoculando microorganismos: Como falamos anteriormente, são os microorganismos que realizam o processo de compostagem. Para melhorar o processo vamos adicionar  um acelerador de compostagem. Nós recomendamos usar extrato pirolenhoso ou Bokashi ou oleo pirolenhoso, uma técnica japonesa de inoculação de microorganismos benéficos. Uma vez por semana colocaremos na composteira o acelerador de compostagem seguindo as recomendações de dosagem do fabricante.
6. Como saber se a composta está pronta? No final o composto deve apresentar um aspecto, no qual não é possível distinguir os tipos de materiais. Ele deve ter a cor escura e cheiro de terra. Quando esfregarmos nas mãos, elas não ficaram sujas.
Adubo feito em casa
F.    Resolvendo problemas
SINTOMAPROBLEMASOLUÇÃO
Cheiro de amôniaExcesso de nitrogênio (materiais verdes)Adicione mais carbono (materiais marrons)
Cheiro de ovoestragadoPilha muito úmida ou compacta.Revire o material. Adicione mais materiais marrons.
Decomposição lentaMaterial muito seco ou pilha muito pequena. Pode ser por causa da falta de nitrogênio (materiais verdes) ou de oxigênio.Adicione água. Faça uma pilha maior. Acrescente materiais ricos em nitrogênio (materiais verdes)
Ratos e camundongosUso de material errado.Não use carne, peixe ou pedaços de gordura.
VaporExcesso de nitrogênio (materiais verdes). Ou a pilha está muito grande para ser removida de forma apropriada, deixando o meio muito quente.Adicione mais material rico em carbono (materiais marrons.) Reduza o tamanho da pilha.
FONTE: http://blog.mundohorta.com.br/compostagem-domestica/